Durante entrevista coletiva ontem (25), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que o medicamento cloroquina, usado há mais de 70 anos no combate à malária, será usado no tratamento de pacientes graves com Covid-19 no Brasil. Também será usado o remédio hidroxocloroquina, um análogo da cloroquina que, segundo Mandetta, causa menos efeitos adversos.

“O Ministério da Saúde está propondo um protocolo de uso da cloroquina para pacientes graves hospitalizados, para que a gente possa oferecer uma alternativa terapêutica de curto prazo. Esse tratamento seria de apenas cinco dias”, detalhou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta, Denizar Vianna. “Estamos deixando a cloroquina à mão do médico como mais um reforço no atendimento a paciente grave hospitalizado”, complementou Mandetta.

O ministro da Saúde alerta que o uso dos medicamentos não é recomendado fora do ambiente hospitalar, uma vez que eles podem provocar arritmia. “Se você cometeu essa iniciativa [de comprar a cloroquina sem recomendação médica] mediada pela falta de informação, o mais correto a fazer é pegar a caixa e entregar ao farmacêutico, ao hospital ou posto de saúde”, aconselhou.

Mandetta afirmou também que a pasta estuda adotar medidas de “isolamento vertical” para o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional em decorrência do coronavírus (Covid-19), que incluiria apenas pessoas em grupos de risco, como aquelas com mais de 60 anos e portadores de doenças crônicas.

“Estamos iniciando a subida da curva [de casos confirmados] agora, mas temos que ter cuidado, porque a quarentena é um remédio amargo. Antes de adotar o fecha tudo, podemos adotar medidas como a redução da mobilidade urbana ou a atuação em bairros, isolando primeiro algumas regiões, depois algumas cidades”, disse Mandetta 

Neste momento, o Ministério da Saúde recomenda o isolamento apenas a pessoas que apresentam sinais e sintomas de infecção pelo coronavírus, a moradores da mesma residência do paciente sintomático, bem como da população mais vulnerável, como os idosos acima de 60 anos, pelo prazo de 14 dias. Uma vez terminado esse período, não haveria mais necessidade da medida, a não ser em casos de uma condição médica específica.

O Governo Federal anunciou ainda o repasse de R$ 600 milhões de reais as secretarias municipais de Saúde de todo o Brasil.

DEIXE UMA RESPOSTA

Escreva seu comentario.
Por favor digite seu nome aqui.