A cidade mineira de Mariana é um dos destinos preferidos por turistas, conhecida por suas belas paisagens e uma calorosa recepção de um jeito bem mineiro.

O dia de Corpus Christi, solenidade celebrada nesta quinta-feira (20) reuniu um grande numero de católicos, ela foi marcada pela confecção de tapetes iniciada pela manhã.

Confecção dos tapetes em Mariana-MG

A tarde foi celebrada a Santa Missa na Praça dos Ferroviários e em seguida a procissão até a praça da Sé, durante a homilia o Arcebispo de Mariana, Dom Airton falou sobre este dia especial para a igreja “nós desde o princípio nos reunimos para celebrar o mistério da nossa fé, de modo muito especial na eucaristia, na Santa Missa, ali está completo o mistério que transforma a vida de todo ser humano… hoje, como em todos os anos, nós estamos aqui reunidos para celebrar a eucaristia, contemplar Deus presente no meio de no Santíssimo Sacramento do altar e conduzi-lo pelas ruas de nossa cidade, para demonstrar publicamente a nossa fé”, disse o arcebispo durante a homilia.

Após a Santa Missa foi realizada procissão com o Santíssimo Sacramento por algumas ruas de Mariana, acompanhada pelos fiéis e a banda municipal com cantos alternados pelas orações, em alguns momentos a procissão era pausada para alguns minutos de adoração e bênção do Santíssimo Sacramento.

Como começou.

A Solenidade celebrada todos os anos na quinta-feira após a oitava de pentecoste e o domingo da Santíssima Trindade, foi instituída pelo Papa Urbano IV após conhecer pessoalmente dois fatos que marcaram este momento especial para a Igreja, visão de Santa Juliana de Liège, religiosa agostiniana belga, e um milagre eucarístico ocorrido na cidade de Bolsena, na Itália.

A visão de Santa Juliana apresentava apresentava a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor levou-a a compreender o significado daquilo que lhe tinha aparecido. A lua simbolizava a vida da Igreja na terra, a linha opaca representava, ao contrário, a ausência de uma festa litúrgica, para cuja instituição se pedia a Juliana que trabalhasse de maneira eficaz: ou seja, uma festa em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé.

E o milagre que aconteceu um ano antes da instituição da solenidade, na cidade italiana de Bolsena, de acordo com a tradição, um padre alemão chamado Pedro de Praga, um sacerdote piedoso, porém duvidava da presença real de Cristo na eucaristia, durante a Santa Missa sobre o túmulo de Santa Cristina, mal havia ele pronunciado as palavras da consagração, quando sangue começou a escorrer da Hóstia consagrada, gotejando em suas mãos e descendo sobre o altar e o corporal. O padre ficou imediatamente perplexo. A princípio, ele tentou esconder o sangue, mas então interrompeu a Missa e pediu para ser levado à cidade vizinha de Orvieto, onde o Papa Urbano IV então residia.

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