Dia do Folclore: prêmio reconhece tradições de Norte a Sul do país


Lendas, tradições, conhecimentos, canções, costumes e crenças populares do Brasil são homenageadas em todo o país nesta quarta-feira (22), Dia do Folclore.

Como forma de reconhecer e preservar essas tradições,o Ministério da Cultura investe  R$ 10 milhões em 500 iniciativas que fortaleçam e contribuem para dar visibilidade a atividades culturais de todo o Brasil, como o cordel, quadrinha, maracatu, jongo, cortejo de afoxé, bumba-meu-boi, boi de mamão, entre outras.

Cada um deles receberá R$ 20 mil, o dobro de 2017. As inscrições já se encerraram e o ministério está avaliando os inscritos para divulgar o resultado. Enquanto isso não ocorre, conheça alguns dos vencedores da última edição: 

Região Norte – Mestre Damasceno

“Botador de boi”, repentista, cantador de carimbó, compositor de sambas, fazedor de rimas, poeta e pescador. É assim que a população da comunidade quilombola de Vila de Mangueiras, no Pará, define Mestre Damasceno, um dos 42 premiados na região Norte em 2017. O reconhecimento veio devido à sua trajetória de vida, marcada pela dedicação à cultura marajoara. Além de ter elaborado 400 composições, ele criou, a exemplo do boi-bumbá, o “Búfalo-Bumbá” de Salvaterra. O búfalo se deu por ser um símbolo da paisagem de Marajó. Trata-se de uma brincadeira coletiva, que percorre as ruas da cidade duas vezes por ano, em junho e agosto. 

Região Nordeste –  Mestre Severino Vitalino

Filho do consagrado mestre Vitalino, Severino aprendeu com o pai a modelar o barro e retratar personagens e bonecos da realidade de Caruaru (PE). Por isso, foi um dos 258 premiados na região Nordeste. Suas obras retratam de forma expressiva a vida no campo e nas vilas do nordeste pernambucano. Realizou esculturas antológicas, como “o enterro na rede”, “cavalo-marinho” e “casal no boi”, entre outras. As artes de Mestre Vitalino podem ser vistas no Museu do Barro de Caruaru, em Pernambuco, e no Museu Casa do Pontal, o mais importante museu de arte popular do Brasil, no Rio de Janeiro.  

Região Centro-Oeste – Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge 

No meio do cerrado goiano, em uma vila de Alto Paraíso (GO), a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge proporciona encontros que valorizam a sociobiodiversidade e possibilitam a troca de saberes e fazeres. A organização foi criada em 1997 e, no ano passado, foi um dos 21 selecionados pelo programa. A Casa promove, todos os anos, o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que reúne manifestações artísticas e expressões culturais do povo brasileiro, como a catira, a curraleira, a sussa, o lundu, o batuque e o congo, entre outros. 

Região Sudeste – Grupo Afrolaje 

Dar visibilidade à cultura de matriz afro-brasileira é o principal objetivo do Grupo Afrolaje, que recebeu um dos 151 prêmios da região Sudeste em 2017. Para alcançar o objetivo, o grupo promove manifestações culturais como o jongo, a capoeira Angola, o maracatu, o coco e o samba de roda. Uma vez por mês, os membros organizam, de forma voluntária, um encontro na Praça Agripino Grieco, Zona Norte da capital fluminense. 

Região Sul – Boizinho da Praia  

Esse é um projeto desenvolvido pelo cientista social Ivan Therra e foi um dos 28 contemplados pelo edital do ano passado. O Boizinho da Praia propõe o resgate folclórico do Boizinho que caiu em desuso na região há mais de 50 anos. Por meio de oficinas dedicadas à juventude das comunidades praieiras, o projeto é revivido. A iniciativa conta com elementos próprios do imaginário popular do litoral gaúcho, como o Minhocão da Lagoa do Armazém, a Sereia da praia da Cidreira, o Boto Encantado da Barra do Imbé, o mestre Julinho tocador de tambor e as benzedeiras da beira do mar, entre outros.  

Fontes: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Cultura  e Prêmio Culturas Populares

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