PIB da região Norte cresce 8 vezes mais que média nacional e alcança ritmo chinês


Levantamento feito pelo portal Governo do Brasil revela que o Norte foi a região do País que mais cresceu no ano passado. Fabricação de televisores e eletrônicos, extração mineral, vendas no comércio e no setor de serviços, todos os principais ramos e segmentos da economia nortista geraram riqueza para o País em 2017. Com todo esse dinamismo, a região cresceu a um ritmo oito vezes maior que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

As informações fazem parte do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), um indicador que tenta prever o comportamento do PIB nacional antes do resultado oficial ser divulgado.

Os dados indicam, ainda, que enquanto o País cresceu 1% no ano passado, o PIB da região Norte avançou 8,23% – um crescimento a ritmo chinês. Isso é importante porque mostra que o Brasil conseguiu reduzir, mesmo que um pouco, a desigualdade regional.

O Amazonas, que responde por 3% da indústria do País, apresentou números expressivos. A fabricação de máquinas e equipamentos, por exemplo, cresceu 31,6% no ano passado; a produção de produtos eletrônicos e materiais de informática avançou 23,9%. Esse desempenho, entre outros fatores, pode ter sido influenciado pela proximidade da Copa do Mundo e pelo aumento da demanda por televisores e outras telas.

Apenas o Polo Industrial de Manaus registrou faturamento de R$ 81 bilhões no ano passado, valor 9,41% maior que o registrado em 2016. Segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus, a melhora observada significa uma recuperação das empresas da área, que desde 2014 vinham registrando redução no faturamento. As exportações do polo também cresceram em 2017, alta de 6,54%.

Emprego em Manaus

Para a população, esses números também significaram mais empregos. As empresas do polo industrial criaram 771 vagas no ano passado. Mais do que um bom desempenho local, esses números ilustram o fim da recessão no Brasil e o início de um ciclo mais próspero, movido por decisões do governo que levaram o País a um cenário de inflação baixa, juros em queda e retomada do consumo e dos investimentos.

Na prática, se o País precisa de mais bens de consumo, a Zona Franca de Manaus vai produzir mais. “Esperamos que nosso parque fabril seja contagiado com a recuperação econômica nacional e apresente resultados mais significativos e consolidados de crescimento”, avalia o superintende da Zona Franca, Appio Tolentino.

Avanços em Rondônia

O crescimento do Norte não está restrito apenas ao Amazonas. Em Rondônia, a construção civil e o comércio têm movimentado a economia e gerado empregos. Daniela Fernanda de Andrade, 21 anos, está contratada há um mês como recepcionista de um salão de beleza em Porto Velho. Ela passou sete meses a procura de trabalho e acredita que o País está muito melhor em 2018.

Daniela relata que na sua cidade “as coisas estão mais dinâmicas”, com muitas obras em andamento e empresas sendo abertas no comércio. “As coisas estão melhorando bastante quando se fala em emprego porque tem bastante obra na cidade e isso está ajudando”, afirma. Para mim, 2018 já está sendo um bom ano, comecei a trabalhar e estou para me formar em técnico de enfermagem”, comemora.

Força paraense

O Pará também ajuda a impulsionar o PIB do Norte do Brasil. A produção industrial do estado cresceu 10,1% no ano passado. Dois segmentos puxaram esse número: a indústria extrativa mineral, que cresceu 13,2%; e a produção de produtos de madeira, com avanço de 3,2%. O aeroporto de Belém também experimenta um forte crescimento. A movimentação de cargas com exportações e importações disparou e quase dobrou no primeiro trimestre do ano. O terminal também está se preparando para receber mais empresas aéreas e aumentar o número de passageiros e de cargas.

“Os resultados obtidos no primeiro trimestre superaram todas as expectativas previstas para o período, indicando a continuidade da tendência de crescimento na movimentação de cargas iniciada ao longo de 2017, principalmente com a conquista de novos clientes nos seguimentos de informática, tecnologia e construção naval”, relata o coordenador Negócios em Logística de Carga do aeroporto, Emanoel Leite Junior.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Banco Central, do IBGE, da Infraero, da Suframa
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