Melhora do mercado de trabalho aumenta confiança do brasileiro


Depois de medidas do Governo do Brasil que ajudaram a organizar as contas públicas e a derrubar a inflação e os juros, o brasileiro começa a se sentir mais confiante e satisfeito com a vida. Pesquisas revelam que essa percepção melhorou e que os trabalhadores têm ainda mais motivos para estar otimistas. A expectativa de especialistas é de forte geração de empregos neste e no próximo ano, um movimento puxado principalmente pelos postos formais.

Pesquisa do Itaú Unibanco assinada pelo economista-chefe da instituição, Mário Mesquita, projeta uma queda da taxa de desemprego em quase um ponto percentual – dos atuais 12,6% para 11,7% ao fim do ano. Em 2019, o percentual passaria para 10,7%. Se a previsão do banco se realizar, vai significar milhões de brasileiros a mais com emprego e renda.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) reforça esse cenário, mostrando que o brasileiro está mais satisfeito com a vida e mais confiante na manutenção do próprio emprego. Em comparação com junho de 2016, momento quando o medo do desemprego foi mais forte, o indicador caiu 6,04%. A pesquisa cria uma pontuação e, no caso do desemprego, quanto mais ela cair, melhor.

Mais confiança

No mesmo levantamento da CNI, comparação entre março deste ano e de 2017, o termômetro passou de 65,6 pontos para 67,5. Para os brasileiros entre 30 e 39 anos, essa satisfação aumentou 4,14%; para o público entre 40 e 49 anos, avançou 4,59%.

Para o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José Cesar da Costa, a recuperação da atividade econômica está consolidada, refletindo de forma gradual em mais confiança do consumidor e mais consumo, o que ajuda a girar a economia. “Com a melhora dos níveis de renda, emprego e inadimplência, a recuperação fará com que a confiança do consumidor apresente resultados mais expressivos”, afirmou.

Em entrevista ao portal Governo do Brasil, professor licenciado da Universidade de Brasília (UnB) e integrante do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, Newton Marques avalia que o comércio será o primeiro a sentir os benefícios da retomada econômica. Quando o consumo aumenta, os pedidos para a indústria crescem e tem início um ciclo positivo. “A partir daí, os impactos positivos começam a alcançar vários setores da economia”, disse.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da CNI, da CNDL, do Itaú Unibanco e do Conselho Regional de Economia do DF
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